15/09/2015

Fotos: Marcelo Albert

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O superintendente da Mejud, desembargador Lúcio Urbano,
fez um pronunciamento na cerimônia de abertura.

O Tribunal de Justiça de Minas Gerais (TJMG), por meio da Memória do Judiciário Mineiro (Mejud) e com o apoio da Escola Judicial Desembargador Edésio Fernandes (Ejef), sedia, até a próxima quinta-feira, 17 de setembro, o III Seminário Internacional Ciência e Museologia – Universo Imaginário. Este ano, o tema do encontro é “Tecnologia: Informação, Documentação e Patrimônio”. A abertura do evento, que é promovido pelo TJ em parceria com o Grupo de Pesquisa e Estudos em Museologia, Arte, Estética na Tecnologia, Educação e Ciência da Universidade Federal de Minas Gerais (Musaetec/UFMG), foi realizada ontem à noite, 14 de setembro. Diversos pesquisadores canadenses estão no Brasil para participar do seminário, compartilhando suas experiências.

Durante a abertura, o superintendente da Mejud, desembargador Lúcio Urbano, destacou o trabalho que vem sendo desenvolvido para preservar a história do Judiciário mineiro. O magistrado ressaltou a satisfação da Mejud em sediar o seminário, evento de grande importância na área da museologia. O desembargador, que representou o presidente do TJMG, desembargador Pedro Bitencourt Marcondes, na cerimônia de abertura, também falou sobre a importância da troca de informações e de conhecimento entre as entidades que atuam na área da pesquisa museológica.

Para o superintendente da Mejud, a parceria entre pesquisadores brasileiros e canadenses é muito positiva, pois permite um aprofundamento das relações entre os dois países e contribui para o avanço da ciência.

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A assessora da Mejud, Andréa da Costa Val,
e as professoras Cátia Barbosa e Beatriz Céndon
compuseram a mesa de honra durante a conferência de abertura.

Colaboração

A consulesa e gerente do programa comercial do governo do Canadá no Brasil, Cynthia Bernier, manifestou sua satisfação em participar do seminário e a honra em representar o Canadá. “Agradeço pelo convite para que o Canadá compartilhe suas experiências. Estou satisfeita e honrada em ver a colaboração entre os dois países em todas as áreas”, disse. Ela falou ainda sobre o currículo dos participantes, que revela um vasto conhecimento na área da museologia.

A coordenadora do programa de pós-graduação em ciência da informação da UFMG, Beatriz Valadares Cendón, deu as boas-vindas aos participantes canadenses, que trazem contribuições importantes para as discussões, enriquecendo os debates. A presidente da Associação Nacional de Pesquisa e Pós-Graduação em Ciência da Informação da UFMG, Renata Maria Abranches Baracho Porto, destacou a importância da interlocução com os pesquisadores de outros países. Ela também falou sobre a responsabilidade social da preservação e da documentação.

A conferência de abertura do seminário foi feita pela museóloga canadense e consultora internacional Annette Viel. Professora associada do Museu Nacional de História Natural de Paris e professora de museologia e patrimônio da Universidade da Borgonha, a conferencista iniciou sua fala abordando a importância da troca do conhecimento. “Não podemos ficar fechados em nossos países. A abertura enriquece a produção do conhecimento”, disse.

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A consultora internacional canadense Annette Viel falou
aos participantes sobre a valorização dos lugares.

Inspiração

Annette Viel também lembrou que a museologia não é uma ciência fixa e que os museus são lugares de inspiração e de memória. A professora apresentou parte do trabalho que desenvolveu sobre a abordagem original de valorização dos lugares. Ela citou artistas e obras de várias partes do mundo, destacando que os objetos e os lugares são transmissores de sentido. Ela também afirmou que o objetivo de um museu não é mostrar objetos e personalidades, mas sim apresentar a vida social. “Como afirmou Roland Barthes, nunca houve em nenhum lugar um povo sem narrativa.”

Após a conferência de Annette Viel, a coordenadora do Musaetec e professora da Escola de Ciência da Informação da UFMG, Cátia Rodrigues Barbosa, também falou aos participantes, enfatizando o quanto a troca de informações é importante. A cerimônia de abertura foi encerrada pela assessora da Mejud, Andréa Vanessa da Costa Val. Ela falou sobre a relevância do seminário internacional e afirmou que o evento deixará marcas proveitosas no Tribunal de Justiça de Minas Gerais.

O III Seminário Internacional Ciência e Museologia – Universo Imaginário termina na próxima quinta-feira. Até lá, a programação prevê a realização de diversas mesas-redondas e a apresentação de trabalhos. Serão discutidos temas como museologia e direitos humanos, documentação, identidade cultural, comunicação científica, arte digital e bibliotecas escolares.

A programação completa do evento pode ser consultada no endereço http://musaetec.com/seminario/. De terça a quinta-feira, as atividades do seminário vão acontecer nas dependências da Escola Judicial Desembargador Edésio Fernandes (Ejef), na Rua Guajajaras, 40, 18º andar.

Mejud

A Memória do Judiciário Mineiro foi criada em novembro de 1988. Seu objetivo é colher, registrar e divulgar informações sobre fatos e personalidades da vida jurídica mineira. A Mejud também conserva objetos e documentos, trabalhando pela manutenção e pela difusão da história do Judiciário mineiro. Desde julho de 2012, o desembargador Lúcio Urbano é o superintendente da Mejud.

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