12/11/2013

Fotos: Marcelo Albert

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O presidente do TJMG, desembargador Herculano Rodrigues, ressaltou a importância de preservar lembranças e conhecimentos

Os 25 anos da Memória do Judiciário Mineiro (Mejud) foram comemorados ontem, 11 de novembro, com uma solenidade no auditório do Anexo I do Tribunal de Justiça de Minas Gerais (TJMG). Durante o evento, que reuniu magistrados e autoridades, foi feita a entrega de medalhas comemorativas àqueles que prestaram relevantes serviços ao Tribunal, contribuindo para seu desenvolvimento e para a preservação de sua história. Além das homenagens, também foi inaugurada a coleção especial Memória Intelectual, que reúne obras jurídicas e literárias de magistrados e servidores do TJMG. A coleção ficará exposta no Palácio da Justiça Rodrigues Campos.

O evento também marcou a inauguração de uma placa com os nomes dos magistrados mineiros que ascenderam ao Supremo Tribunal Federal (STF) e houve o descerramento do retrato do juiz José Júlio de Freitas Coutinho, idealizador, em 1936, da entidade que deu origem à Associação dos Magistrados Brasileiros (AMB).

Na solenidade, foi lançada oficialmente a página eletrônica do museu virtual da Mejud que, a partir de janeiro de 2014, vai disponibilizar na internet o acervo expositivo e os ambientes do Palácio da Justiça. O endereço eletrônico será www8.tjmg.jus.br/memoria2. No evento, também foi assinado um termo de cooperação técnica entre o TJMG e o Arquivo Público Mineiro para a parceria nos trabalhos de pesquisa e de digitalização de documentos históricos.

Como parte das comemorações, o corregedor-geral de Justiça, desembargador Audebert Delage, fez a entrega, ao superintendente da Mejud, desembargador Lúcio Urbano Silva Martins, do primeiro documento selado eletronicamente no Estado de Minas Gerais. O documento foi selado em 23 de maio de 2012, no cartório do 4º Ofício de Registro de Imóveis de Belo Horizonte.

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O superintendente da Mejud, desembargador Lúcio Urbano Silva Martins, em seu discurso, citou diversos mineiros que se destacaram em áreas diversas.

Homenageados

Entre os agraciados com a medalha pelos 25 anos da Mejud estavam o presidente do TJMG, desembargador Herculano Rodrigues, o governador de Minas Gerais, Antonio Anastasia, o 1º vice-presidente do TJMG, desembargador Almeida Melo, o 2º vice-presidente e superintendente da Escola Judicial Desembargador Edésio Fernandes (Ejef), desembargador José Antonino Baía Borges, o 3º vice-presidente, desembargador Manuel Saramago, o corregedor-geral de Justiça, desembargador Audebert Delage, a vice-corregedora, desembargadora Vanessa Verdolim Hudson Andrade, e o superintendente da Mejud, desembargador Lúcio Urbano Silva Martins. Confira a lista de agraciados na íntegra.

Em seu discurso, o presidente Herculano Rodrigues falou sobre “a importância da memória e de preservar pensadores e suas reflexões, fazedores e suas ações – bens de valor incalculável”. O magistrado defendeu a necessidade de que essas fontes não sequem, mas que estejam sempre revigoradas e disponíveis à humanidade. “O objetivo desse encontro é, justamente, ressaltar essas lembranças ou conhecimentos, o trabalho da Memória do Judiciário Mineiro”, destacou.

O desembargador citou os magistrados que atuaram na Mejud ao longo dos anos, ressaltando a contribuição de todos eles para a preservação da história do Judiciário mineiro.

Em relação aos agraciados com a medalha, o presidente afirmou que a distinção é um recado a cada homenageado, de que são modelos a serem seguidos. “Toda distinção reaviva a responsabilidade dos elegidos ou distinguidos diante de tantos outros. Sendo assim, é mais que uma deferência, é uma renovação do compromisso, é o reavivar de expectativas e esperanças”, lembrou. O magistrado afirmou ainda que “a história de Minas Gerais merece ser preservada, pois é um atestado de luta pela liberdade, justiça e democracia, uma chama que jamais pode apagar-se”.

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Na solenidade, foi descerrado o retrato do juiz José Coutinho, idealizador da Associação dos Magistrados Brasileiros

Mineiros ilustres

O superintendente da Mejud, desembargador Lúcio Urbano Silva Martins, em seu discurso, citou diversos mineiros que se destacaram em áreas diversas, como direito, literatura, política, oratória e religião. O magistrado lembrou que nos momentos significativos da história nacional, sempre houve a presença de um mineiro ilustre, talentoso e brilhante.

Lúcio Urbano afirmou que a história não é um quadro na parede, mas uma fonte vívida e límpida. Lembrou ainda que as pessoas de ontem ensinam as de hoje, e que é importante conservar o passado para entender o presente. “A vivência atual se anima no passado”, disse. O desembargador também destacou o papel da Mejud, de mostrar o valor dos magistrados, que edificaram o que é hoje a instituição TJMG. “Sem a memória tudo se sepulta no leito sombrio do esquecimento.”

No final da solenidade, todos foram convidados a visitar a Mejud e conhecer a coleção especial Memória Intelectual, já em exposição no Palácio da Justiça.

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