17/01/2012

Foto: Marcelo Albert

Palácio da Justiça faz cem anos

“A arquitetura pode ser vista como um dos modos de narração de nossa cultura. Com ela, escrevemos parte de nossa história. Arquitetura é, pois, linguagem, porque produz significação e sentido. É instrumento expressional. Torna eloquente o silêncio das pedras.” Com essas palavras, o presidente do Tribunal de Justiça de Minas Gerais (TJMG), desembargador Cláudio Costa, abriu seu discurso, dia 16 de janeiro, na solenidade de comemoração do centenário do Palácio da Justiça Rodrigues Campos, edifício sede do Poder Judiciário Mineiro.

Para o presidente Cláudio Costa, “prédios como este são criação cultural e interagem, dialeticamente, com o elemento humano. Este lhes dá vida, por meio dos trabalhos que neles desenvolve e da história que é resultante de toda ação humana; aqueles – os prédios – dão ao elemento humano o sentido de permanência, a confiança de duração no tempo, com sua solidez de pedra. É o senso de infinitude. A pedra desafia o tempo e conta a história dos homens”.

O Palácio da Justiça, inaugurado em 16 de janeiro de 1912, faz parte do acervo da Memória do Judiciário Mineiro (Mejud), cujo superintendente, desde 2001, foi o ex-presidente do TJMG desembargador Hélio Costa, falecido em 15 de dezembro de 2011.

Programação

Os cem anos do Palácio da Justiça foram marcados pelo lançamento do livro de biografias dos desembargadores presidentes do TJMG desde 1874, ano da criação da Justiça de 2ª Instância em Minas Gerais. A publicação foi entregue pelo presidente Cláudio Costa ao vice-governador de Minas Gerais, Alberto Pinto Coelho; ao procurador-geral adjunto jurídico, Geraldo Flávio Vasquez; e ao prefeito municipal de Belo Horizonte, Márcio Lacerda.

Também foi lançado o livro Síntese Histórica do Tribunal de Justiça, de autoria do ex-presidente do TJ desembargador Lúcio Urbano, e foram afixadas placas com os nomes de todos os desembargadores que hoje integram a Casa. A Empresa Brasileira de Correios e Telégrafos emitiu um selo personalizado para comemorar a data.

O vice-governador de Minas Gerais, Alberto Pinto Coelho, aproveitou o ensejo para celebrar a memória de vidas ilustres que, no Palácio, dedicaram “suas luzes e seus saberes à construção do direito e da Justiça em Minas Gerais”.

Alberto Pinto Coelho comemorou também “o primado do estado democrático de direito, que tem no Poder Judiciário sua pedra angular, pois este rege, sob o império da lei, as relações sociais, humanas e políticas de toda a sociedade”.

“Celebramos, igualmente, a modernidade do Judiciário mineiro, que incorpora, nas dependências desta Casa centenária, os recursos tecnológicos de última geração. Contamos, hoje, em Minas Gerais, com um Poder Judiciário sintonizado com os avanços e conquistas da cidadania, em franca evolução”, afirmou o vice-governador.

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