20/09/2018

Atualizado em 21/09/2018

Imagens: Mejud

A Memória do Judiciário Mineiro (Mejud) realizou, nos dias 18 e 19 de setembro, no Salão Nobre do Palácio da Justiça Rodrigues Campos, oficinas de legendas com estudantes da rede de ensino público da Região Metropolitana de Belo Horizonte. A programação fez parte da 12ª Primavera dos Museus, que esse ano adotou o tema Celebrando a Educação em Museus.

Participaram adolescentes trabalhadores da Associação Profissionalizante do Menor de Belo Horizonte (Assprom) e alunos do 8º ano da Escola Municipal Ordelina Lourdes Costa de Vespasiano e do 7º ano da Escola Municipal Luíza Augusta Guimarães de Ribeirão das Neves.

Os jovens foram os protagonistas na elaboração de legendas de peças do acervo do Museu da Mejud. Os objetos escolhidos foram máquina de escrever manual, maquete do prédio, urna usada em sorteios e júri, estátua da Deusa Têmis, sineta e beca. Divididos em grupos, eles preencheram uma ficha de catalogação com dimensões, descrições, histórico e observações. O resultado da produção da oficina será utilizado futuramente em uma exposição interna no Museu.

Na visita guiada, todos ficaram encantados com os ambientes do Palácio da Justiça. Para muitos deles, foi, também, a primeira oportunidade de entrarem em um museu. O salão da antiga Corte Especial do Tribunal de Justiça do Estado de Minas Gerais (TJMG), onde eram realizadas sessões de julgamentos pelos desembargadores, foi um dos mais admirados. Ao final das atividades, todos receberam certificados de participação.

A aluna Daniella Ketlyn de Brito Primo, vinculada à Assprom, sempre passava em frente ao Palácio da Justiça, mas não sabia que ali era um museu. “Para mim, essa primeira vez foi fantástica e é uma experiência que eu vou levar para a minha vida inteira”, explicou.

Já o adolescente trabalhador Adriano Victor Pereira do Carmo, achou “bem legal” a visita. “Fiquei sabendo de detalhes importantes sobre a Deusa Têmis, que eu não sabia. Abre caminho para aqueles que têm interesse em história e querem estudar mais sobre isso no futuro”, avaliou.

Na opinião da professora da Assprom Tamiris Adriana Amarante Gonçalves, a participação na oficina proposta pelo TJMG foi uma oportunidade de despertar nos alunos a curiosidade de visitar outros espaços culturais. “A história de um museu preserva a história de uma sociedade e quanto maior o conhecimento, maior a visão de mundo que os alunos poderão ter”, definiu.

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