13/03/2017

Foto: Renata Caldeira

xfato-do-mes_jpg_pagespeed_ic_7REe1I1V6D

A Memória do Judiciário Mineiro (Mejud) apresentou como Fato do Mês de março e abril a história do assassinato da japonesa Fusika Monaka.

Na madrugada do dia 31 de outubro de 1948, Fusika Monaka foi encontrada morta em um depósito de adubo químico, que fazia parte da sua propriedade, localizada no sítio da conceituada família nipônica em Embiras, distrito de Venda Nova, Belo Horizonte, Minas Gerais.

Fusika Monaka era uma mulher de nacionalidade japonesa, que há algum tempo fixara moradia no Brasil, graduada pelo Instituto de Educação, na área de humanidades, esposa de Chisato Maêda, também japonês, e mãe de três filhos.

Durante a investigação, acreditava-se que sua morte havia sido consequência de um assalto, e que o assaltante sabia das economias guardadas do casal. Vários depoimentos foram tomados à procura do assassino, surgindo assim, quatro suspeitos, o primo Pedro Dionisio de Macedo, o marido Chisato Maêda, e os funcionários do casal, Olimpio Rosa da Silva e Djalma Frias.

Após 9 anos de investigação, as possíveis armas do crime foram encontradas: uma enxada em forma de espátula, de 40cm, e uma chave de duas bocas, de aproximadamente 38cm. Ambas apresentaram na perícia, alguns fragmentos de sangue da vítima.

Apesar de toda a investigação, o caso não foi resolvido e teve a extinção da punibilidade decretada pela Justiça de 1ª Instância, em 1970. A decisão atendeu ao pedido do Ministério Público, em razão da prescrição da ação penal, de acordo com o Art. 109 (redação dada pela Lei nº12.234, de 2010), inciso I, do Código Penal brasileiro, Decreto Lei nº2.848, de 7 de dezembro de 1940.

O assassino de Fusika Monaka nunca foi capturado. O principal suspeito, apontado ao final do processo de investigação, foi seu marido, Chisato Maêda, mas mesmo depois das provas e depoimentos arrolados, não foi possível se chegar a algum veredicto. A baixa definitiva do inquérito foi dada 42 anos depois do crime realizado, no dia 20 de junho de 1990. Em 2002, ele foi convertido para o Siscom do Tribunal de Justiça do Estado de Minas Gerais. Atualmente, o documento faz parte do acervo da Memória do Judiciário Mineiro (Mejud).

Exposições Anteriores