13/03/2017

Foto: Diário Carioca (1948)

Fusika Monaka-diário

A Memória do Judiciário Mineiro (Mejud) apresenta como Fato do Mês de março e abril a história do assassinato da japonesa Fusika Monaka, ocorrido no distrito de Venda Nova, Minas Gerais, em 1948. O caso ganhou repercussão nacional e passou para os arquivos da polícia como crime em que não foi possível apurar o responsável.

Em 1970, após 22 anos, o inquérito teve a extinção da punibilidade decretada devido à prescrição da ação penal. A decisão da Justiça de Primeira Instância atendeu ao pedido do Ministério Público, fundamentado no artigo 109, inciso I, do Código Penal Brasileiro, que estabelece a prescrição em 20 anos se o máximo da pena é superior a 12 anos. A baixa definitiva dos autos ocorreu em 1990. Atualmente, o documento faz parte do acervo da Mejud.

A mostra inclui fotos da cena do crime e das armas utilizadas para matar a vítima. Uma reprodução de reportagem publicada no jornal carioca “Diário da Noite”, em 05/11/1948, também compõe a exposição. O texto, com forte tom sensacionalista, recebeu o título “Matou a bela japonesa para roubar as economias do casal”.

O Fato do Mês pode ser visitado em diversas unidades do Tribunal de Justiça de Minas Gerais (TJMG). As novidades para 2017 são a extensão da mostra itinerante para a Corregedoria-Geral de Justiça de Minas Gerais e o novo prédio da avenida Afonso Pena e a inclusão da sede do Tribunal de Justiça Militar do Estado de Minas Gerais (TJMMG), instituição com a qual o TJMG mantém, desde 2016, cooperação técnica para divulgação da história da Justiça Estadual. Além disso, a partir deste ano, a periodicidade do Fato do Mês muda e ele passa a ser realizado de dois em dois meses.

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