24/07/2014

Foto: Marcelo Albert

Noturno-nos-museus2

Uma oportunidade para divulgar a história da Justiça estadual e aproximar o cidadão do Poder Judiciário. Assim pode ser avaliado o resultado da participação da Memória do Judiciário Mineiro (Mejud) no Noturno nos Museus de Belo Horizonte. Promovido pela Fundação Municipal de Cultura, o evento reuniu 32 instituições museológicas da Capital, que tiveram o funcionamento estendido até a madrugada.

As visitas guiadas ao Palácio da Justiça Rodrigues Campos atraíram um expressivo público formado por servidores do Tribunal de Justiça do Estado de Minas Gerais (TJMG), estudantes e turistas. Os visitantes ficaram impressionados com as relíquias expostas, como o Inventário de Bens de Dona Beja, a Carta de Alforria de Chica da Silva e outros documentos e objetos centenários.

O advogado Flávio José Calais sempre teve curiosidade de saber como funcionava o Judiciário nos tempos antigos e acompanhou atentamente as explicações prestadas pela equipe da Mejud. “Hoje, com a internet e a evolução da tecnologia, a Justiça ficou mais mecanizada. É muito bom ver estes autos antigos redigidos à mão, com letras bonitas e de pessoas que prestaram relevantes serviços à Minas Gerais”, ressaltou.

A assessora da 11ª Câmara Cível Marcela Oliveira citou a arquitetura do centenário Palácio da Justiça Rodrigues Campos como um dos destaques do Museu. “Sempre admirei o prédio, que acho muito bonito. Quando fiquei sabendo da visita guiada, tive interesse em conhecer um pouco mais sobre a história do Judiciário”, disse.

Já o assessor da 24ª Vara Cível Elmo Lamoia de Moraes aproveitou a divulgação do evento para conhecer melhor sobre a Instituição onde trabalha. Sou servidor aqui há oito anos e ainda não tinha tido a oportunidade de visitar o Palácio da Justiça”, explicou.

O Noturno nos Museus funcionou também como proposta de atrair outros visitantes que consideram o Palácio da Justiça pouco acessível. O estudante paulista de museologia na UniRio Diego Fernandes sentiu-se encorajado a conhecer o prédio. “É um lugar restrito, que impõe respeito. Estava passando, vi o cartaz na porta aberta e resolvi entrar”, contou.

Palestra

Dentro da programação noturna, a Mejud recebeu a palestra do presidente do Centro das Tradições do Rosário, ex-Federação dos Congados de Minas Gerais, Rei Manoel. Ele apresentou um relato da fundação da Irmandade Nossa Senhora do Rosário em 1409 e sua chegada a Minas Gerais em 1711 e no Curral Del Rey em 1880. Rei Manoel falou sobre a hierarquia da Irmandade e sua estrutura musical, fardamentos e principais ritos. A palestra, realizada no Salão Nobre do Palácio da Justiça, foi assistida por magistrados, servidores e visitantes.

O Museu da Mejud funciona no Palácio da Justiça Rodrigues Campos, na avenida Afonso Pena, 1420, Centro, Belo Horizonte, de segunda à sexta de 13h às 17h. A entrada é franca. Informações pelo telefone (31) 32376224 ou pelo correio eletrônico mejud@tjmg.jus.br

Outras Notícias