23.05.2014

Foto: Mejud

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Debater a acessibilidade em museus. Esse foi o objetivo do encontro promovido pelo Movimento Unificado dos Deficientes Visuais de Minas Gerais (Mudevi) e o Instituto São Rafael, no último dia 21 de maio, em Belo Horizonte. Participaram a equipe da Memória do Judiciário Mineiro (Mejud) do Tribunal de Justiça do Estado de Minas Gerais (TJMG) e representantes de instituições museológicas da Capital.

Dificuldades de locomoção dentro das edificações e a impossibilidade de tocar nas peças do acervo técnico foram apontados pelos deficientes visuais como os principais empecilhos durante as visitas. Segundo eles, adaptar os espaços não é apenas a colocação de textos em braile e pisos táteis. Sem a experiência do toque não há como perceber e explorar a obra adequadamente.

Para os museólogos, o problema esbarra na preservação da integridade dos objetos, especialmente os mais frágeis. Algumas propostas foram apresentadas como o uso de luvas e a confecção de réplicas e maquetes das edificações. Também foi sugerido pelos deficientes a criação de recursos audio-descritivos sobre o histórico das instituições.

A Mejud apresentou as iniciativas de acessibilidade de seu Museu que incluem a transcrição dos textos explicativos do acervo e a confecção de cartilhas em braile para distribuição aos visitantes. Os servidores e funcionários também estão sendo capacitados para atender a este segmento. A Mejud conta atualmente com uma servidora deficiente visual, que está colaborando com o projeto.

As propostas apresentadas nesse encontro promovido pelo Mudevi e os relatos de experiências bem sucedidas em museus serão apresentados no seminário que será realizado no segundo semestre de 2014.

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