14/03/2018

Foto: Mejud

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Uma viagem do passado ao presente de desembargadores mineiros que testemunharam fatos relevantes da vida jurídica e cujos depoimentos contribuem para a preservação do acervo histórico do Tribunal de Justiça do Estado de Minas Gerais (TJMG). Com esse objetivo, a Memória do Judiciário Mineiro (Mejud) lança o Memória Falada, seu programa de história oral registrado em vídeos.

O primeiro entrevistado é o ex-presidente do TJMG e atual superintendente da Mejud, desembargador Lúcio Urbano Silva Martins. Ele recorda as principais passagens de sua vida, desde quando, ainda jovem, deixou Bonfim, Minas Gerais, sua querida terra natal, para estudar em Belo Horizonte. Conta também os motivos que o levaram ao Direito e à Magistratura.

O desembargador foi também presidente do extinto Tribunal de Alçada do Estado de Minas Gerais (TAMG). Ocupou, após sua aposentadoria, cargos não menos importantes como secretário estadual de Defesa Social e Ouvidor-Geral de Minas Gerais.

Na entrevista, o magistrado lembra os principais fatos históricos e culturais da cidade de Bonfim, sobre a qual já havia escrito um livro. Lúcio Urbano revela, ainda, seu apreço pela Literatura e a História, que o motivou a assumir a Superintendência da Mejud.

Toda a entrevista foi gravada em imagens de alta definição nas dependências do Palácio da Justiça Rodrigues Campos, sede do Museu da Mejud. O Memória Falada é uma produção da equipe da Mejud. Para assistir ao vídeo, clique aqui e acesse o canal da Mejud no Youtube.

“O registro das entrevistas em mídia digital garante a conservação do material, sem os riscos da degradação provocada pelo tempo”, esclarece a assessora da Mejud e coordenadora do Memória Falada, Andréa Costa Val. “O vídeo, inserido nas redes sociais, permite que as informações estejam disponíveis para consulta gratuita ao público interno e à sociedade em geral”, destaca.

A assessora revela que serão entrevistados, primeiramente, os desembargadores presidentes e os mais antigos da Casa. “Em seguida, na medida do possível, convidaremos os demais magistrados”, esclarece.

História Oral

A história oral é uma metodologia muito usada em pesquisas, baseada no recolhimento de informações através de entrevistas com pessoas que vivenciaram algum fato ocorrido. Surgida para valorizar as memórias e recordações de indivíduos, é uma técnica bastante antiga. Ganhou uma forma moderna, na década de 1950, com o advento da invenção do gravador de fita magnética e, desde então, difundiu-se bastante em todo o mundo.

Segundo o manual da historiadora Verena Alberti, a história oral permite recuperar aquilo que não encontramos em documentos de outra natureza, ou seja, acontecimentos pouco esclarecidos ou nunca evocados, experiências pessoais e impressões particulares. Essa modalidade elucida algum assunto ou ponto de vista envolvidos em uma questão.

A história oral não substitui os registros escritos. As entrevistas são tomadas como fontes vivas complementares para a compreensão do passado, ao lado de imagens e outros tipos de documentos. Ainda, de acordo com Alberti, a história oral é um método de ampliação do conhecimento e de fonte de consulta. Trata-se de um diálogo entre entrevistado e entrevistadores através da linguagem falada.