17/09/2015

Foto: Marcelo Albert

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Até 2 de outubro, a Memória do Judiciário Mineiro (Mejud) promove a exposição “Memória de Lugares – Santo Antônio, uma devoção popular”. A mostra é fruto de uma parceria entre a Mejud e o Memorial da Arquidiocese de Belo Horizonte, com apoio do Grupo de Pesquisa e Estudos em Museologia da Universidade Federal de Minas Gerais (Musaetec/UFMG). Na exposição, pode ser vista uma escultura de santo Antônio datada do século 18 e produzida em madeira policromada e dourada.

A peça sacra é uma preciosidade que veio da Capela de Santana, integrada à Fazenda do Fidalgo, no Distrito de Lapinha, em Lagoa Santa. A capela foi construída em 1745. A imagem estava em estado de conservação precário e passou por restauração, em 2014, realizada a partir de um convênio entre o Memorial da Arquidiocese de Belo Horizonte e o Centro de Conservação e Restauração de Bens Culturais Móveis da UFMG.

O trabalho de recuperação incluiu limpeza, remoção do verniz oxidado, tratamento preventivo contra insetos xilófagos, consolidação do suporte, fixação e reintegração cromática e apresentação estética. Além da peça, a exposição é composta por dois resplendores, dois castiçais, um estandarte de santo Antônio e um de são João Batista.

Santo Antônio é conhecido como um protetor do amor e também como um santo casamenteiro. A ele também é atribuída a bênção da fartura. Por isso, no dia 13 de junho, data dedicada a ele, são distribuídos nas igrejas católicas os pãezinhos de santo Antônio, que são guardados nos potes de mantimento para assegurar a fartura no lar. Na exposição, no saguão do Palácio da Justiça, os visitantes poderão também levar um “pãozinho da bonança”, que vem acompanhado de uma oração, para ser guardado junto aos mantimentos.

A mostra promovida pela Mejud em parceria com o Memorial da Arquidiocese tem como objetivo apresentar algumas formas de expressão da religiosidade popular, preservadas em objetos já incorporados à cultura material de Minas Gerais e em outras formas de expressão. A parceria prevê a exposição de outras peças nos próximos meses.

As visitas à exposição podem ser feitas de segunda a sexta-feira, das 9h às 18h, na Avenida Afonso Pena, 1.420, Centro, na capital.

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