31/01/2017

Foto: Mejud

Imagem Barão de Paraopeba

O uso de inventários como fonte de pesquisa histórica possibilita uma série de estudos reveladores acerca de hábitos, costumes de época através dos bens relacionados nestes documentos. O inventário do Ilustríssimo Barão de Paraopeba não foge a regra, e traz a descrição minuciosa de seus bens. Espalhados por várias cidades mineiras, os bens vão de pratarias de uso doméstico, a extensas propriedades, bem como grande escravaria. Como herdeiros temos a viúva, a Baronesa de Paraopeba, 6 filhos, 25 netos e um genro.

Romualdo José Monteiro de Barros, Barão de Paraopeba, nasceu em Congonhas do Campo –MG. De família portuguesa, foi Coronel de milícias e Cavaleiro da mais alta ordem religiosa do período, a Ordem de Cristo. Político de destaque, participou do 2º governo provisório de Minas Gerais no ano de 1823 e do Conselho do Governo, de 1825 à 1833, assumindo interinamente a presidência da Província de Minas Gerais no ano de 1850. Grande empreendedor, proprietário de terras, dedicou-se também a mineração e à incipiente industria, possuidor de uma rica lavra de ouro em sua cidade, Congonhas, fundou a primeira fábrica de fundição de ferro estabelecida nas Minas Gerais.

O Decreto Imperial de 2 de dezembro de 1854 o agraciou com o titulo de 1º Barão de Paraopeba. Faleceu em 1855, sendo sepultado na Igreja Matriz de Congonhas, envolto no hábito da Ordem de Nossa Senhora do Carmo, em funeral sem grandes pompas, conforme pedido expresso em seu inventário.

A Fazenda Boa Esperança localizada em Belo Vale – MG, é uma das propriedades mais antigas do período imperial pertencente ao Barão. O imóvel construído sob influência portuguesa, conta com uma bela capela decorada com obras de Mestre Athaíde. Durante o Império a fazenda, que aparece no inventário do Barão como sua ultima residência, recepcionou personalidades ilustres como o Imperador Dom Pedro II.

Leia, na íntegra, a cópia original dos autos do Inventário dos Bens do Barão de Paraopeba:

Parte 01

Parte 02

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