Maio/2010

Foto: Ascom/TJMG

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Ampulheta ou relógio de areia surgiu da necessidade do homem de um instrumento de medição, que pudesse ser transportado, ao contrário dos enormes relógios de Sol. Sua criação teria sido obra do monge de Chartres de nome Luitprand que viveu no século VIII. Contudo, os registros mais antigos do uso deste objeto datam do século XIV.

De funcionamento simples, é formada por dois cones de vidro unidos por um pequeno orifício para a passagem da areia, que representavam a marcação de determinado período. Depois, as ampulhetas foram feitas de uma só peça de vidro com um orifício para passagem da areia.

Sua grande limitação era o fato de marcar períodos de tempo, mas não demarcar as horas. Embora houvesse modelos que marcassem até 24 horas, como a do Imperador Carlos Magno, a grande maioria era mesmo de 15 minutos ou meia hora. Sua praticidade para o transporte e a facilidade de manuseio tornaram seu uso popular. Podiam ser vistas em Tribunais, navios, templos religiosos, entre outros, gerando grande resistência ao abandono de seu uso após o surgimento dos relógios.

Símbolo da passagem irrefreável do tempo, por diversas vezes aparece na mão de um esqueleto, que na outra segura uma foice como alusão à morte.
Nas atividades forenses, era usada nas audiências para medir e limitar o tempo da sustentação oral dos advogados nas sessões de julgamento.
A ampulheta exposta no Fato do Mês foi doada ao Museu da Memória Judiciário Mineiro pela família do advogado Aristóteles Atheniense.

Fontes:
CAMPINHO Ana Lucia Mussi de Carvalho, PATRÃO Carla Nogueira. A História da Técnica: do relógio de sol ao relógio de césio. URFJ, Cabo Frio-RJ. 2009. Disponível em: http://metodologiasufrjmar.wordpress.com/2009/08/15/trabalho-relogio/
DANNEMANN Fernando Kitzinger. Invenções 1. Relógio. Recanto das Letras. Janeiro de 2006.