07/02/2019

Imagens: Mejud

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A cerimônia reuniu magistrados e servidores do TJMG no saguão da sede da Corregedoria-Geral de Justiça

A Memória do Judiciário Mineiro (Mejud) recebeu a doação dos objetos representativos dos 70 anos de existência da Corregedoria-Geral de Justiça (CGJ) do Tribunal de Justiça do Estado de Minas Gerais (TJMG). O ato simbólico de entrega das peças foi realizado no dia 05/02, no saguão do edifício-sede da CGJ, em Belo Horizonte, onde estava montada exposição comemorativa da criação do órgão. A data foi celebrada em dezembro de 2018.

Participaram da cerimônia o corregedor-geral de Justiça, desembargador José Geraldo Saldanha da Fonseca, o superintendente da Mejud e ex-presidente do TJMG, desembargador Lúcio Urbano Silva Martins, os juízes auxiliares da CGJ Adriano Zocche, Aldina de Carvalho Soares, Eduardo Gomes Reis, Eduardo Henrique de Oliveira Ramiro, Guilherme Sadi, João Luiz Nascimento de Oliveira, Lívia Lúcia Oliveira Borba e Paulo Roberto Maia Alves Ferreira; a assessora técnica da Mejud Andréa Costa Val, o chefe de gabinete do corregedor-geral Roberto Brant e demais convidados.

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O corregedor-geral, desembargador Saldanha da Fonseca, e o superintendente da Mejud, desembargador Lúcio Urbano, ao lado dos juízes auxiliares da Corregedoria

Ao fazer a entrega do ofício com a listagem de peças ao desembargador Lúcio Urbano, o desembargador Saldanha da Fonseca formalizou a doação. “Com muita satisfação participo dessa solenidade de transferência do acervo que pertenceu à Corregedoria, para que ele possa ser colocado à admiração dos que visitam o Museu da Mejud”, disse.

Entre os documentos mais significativos, o corregedor citou o relatório de atividades e dos atos da Corregedoria editado e encadernado na gestão do desembargador José Alcides Pereira, de 1957 a 1961, e uma rara coleção de quatro volumes do Tratado dos Registros Públicos de Miguel Maria de Serpa Lopes, edição de 1962, numerada e chancelada pelo autor. Destacou, ainda, o mobiliário utilizado pelos corregedores de 1973 até 2016. “Tenho certeza que todos os objetos serão conservados com muito cuidado pela Mejud”, finalizou.

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O desembargador Saldanha da Fonseca fez a entrega simbólica do acervo ao desembargador Lúcio Urbano

O superintendente Lúcio Urbano agradeceu ao corregedor pela “histórica oferta” e garantiu que a coleção “será muito bem guardada”. O desembargador concluiu o seu discurso com um resumo das mais importantes realizações de sua gestão, entre elas a criação da Memória Intelectual, que reúne 400 obras jurídicas e literárias de 131 magistrados mineiros.

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Os desembargadores Saldanha da Fonseca e Lúcio Urbano ao lado da equipe da Mejud

Contribuição

Segundo Brant, magistrados e servidores contribuíram para a organização do acervo. “Com 35 anos de exercício na Corregedoria, fui um dos que guardaram alguns dos objetos considerados importantes e raros”, contou. “A ideia de coletá-los surgiu por ocasião da comemoração dos 70 anos em 2018. Em parceria com a Mejud, percebemos que tínhamos um acervo considerável, todo espalhado, e que, reunido, conta a história da instituição”, explicou.

A assessora técnica Andréa Costa Val informou que as peças doadas já foram transferidas para o Palácio da Justiça Rodrigues Campos. “Estamos modernizando e ampliando a estrutura de visitação do nosso Museu. Uma das salas será dedicada à memória da Corregedoria”, revelou.

A Mejud está localizada na avenida Afonso Pena, 1.420, no Centro de Belo Horizonte. O Museu funciona de segunda à sexta, de 10h às 17h. A entrada é gratuita. Informações e agendamento de visitas guiadas podem ser obtidos pelo telefone (31) 3237 6224 ou pelo endereço eletrônico mejud@tjmg.jus.br.